← Voltar

ARTIGO

Oportunidade para Corretores de Seguros

Imprimir
Compartilhar no Telegram

Por Francisco Galiza

Uma comparação sempre interessante de fazer se refere a avaliar como é a distribuição da receita de seguros, do PIB e da população ao longo das regiões brasileiras.

A tabela 1 abaixo exemplifica o cenário.

Tabela 1 – Distribuição Geográfica – Seguros, PIB e População

% Seguros PIB População
Norte 2% 6% 9%
Nordeste 9% 14% 27%
Centro-Oeste 9% 10% 8%
Sudeste 61% 53% 42%
Sul 19% 17% 14%
Brasil 100% 100% 100%

Outro número importante é o que compara, em termos de distribuição geográfica, os corretores Pessoas Físicas e Pessoas Jurídicas, conforme a tabela 2.

Tabela 2 – Distribuição Geográfica – Corretores

% PF PJ Total
Norte 2% 2% 2%
Nordeste 9% 10% 10%
Centro-Oeste 6% 7% 7%
Sudeste 66% 63% 64%
Sul 17% 18% 17%
Brasil 100% 100% 100%

Em relação aos números, os seguintes pontos podem ser destacados:

1) O primeiro deles se refere à semelhança da distribuição geográfica dos corretores com o faturamento do setor de seguros. Por exemplo, na região Sudeste, há 61% dos prêmios com 64% dos corretores totais; na região Sul, há 19% dos prêmios com 17% dos corretores totais, etc. Isso mostra a presença fundamental dos corretores nas vendas de seguros, como agentes da promoção do setor. Isso é mais importante do que outras variáveis, como o PIB e a população. A influência do corretor é maior para determinar o sucesso do segmento.

2) Os números também são um bom exemplo para mostrar o desafio do país em enfrentar a desigualdade da riqueza. Por exemplo, a região Nordeste possui 27% da população, 14% do PIB e apenas 9% da receita de seguros. Por outro lado, a região Sudeste já tem um desenvolvimento bem maior.

3) Esse desafio mostra também uma oportunidade de negócios. A tabela 3 mostra a relação do PIB (dados de 2018) pela quantidade de corretoras PJ.

Tabela 3 – Relação PIB/Corretoras PJ – R$ milhões/Unidade

Relação
Norte 365
Nordeste 228
Centro-Oeste 220
Sudeste 134
Sul 153
Brasil 158

Como ilustração, no Brasil, a relação é de R$ 158 milhões/corretora PJ. Ou seja, R$ 158 milhões de PIB para cada corretora PJ existente na região.

Na região Sudeste, a relação é um pouco mais baixa, R$ 134 milhões/corretora PJ. Já na região Norte, esse número passa para R$ 365 milhões/corretora. Ou seja, uma situação mais confortável em termos de competição. Teoricamente, em termos relativos, mais oportunidade de negócios para a corretora que opera na região.

Nessa linha, é sempre importante ressaltar que os órgãos representativos e institucionais do setor continuam a promover oportunidades para que os corretores de seguros tenham condições de expandir tais horizontes.

Sobretudo agora, pelo momento que vivemos, denominado por muitos de “novo normal”, a FENACOR idealizou o ciclo de seminários virtuais “Conexão Futuro Seguro”, onde foram apresentados benefícios, soluções e novas oportunidades oferecidas ao corretor de seguros para este estar mais preparado para essa nova realidade.

Outro exemplo que pode ser citado, são os conteúdos dos cursos de Ensino a Distância (EAD) disponibilizados pela ENS. O curso preparatório para AAI (Agente Autônomo de Investimento) realizado pela ENS e apoiado pela FENACOR tem o proposito de capacitar o Corretor de Seguros como provedor de mais uma solução, neste caso, financeira, para seus clientes, é o mais recente, de muitos outros.

Enfim, são contas e fatos que o Corretor de Seguros e o segmento precisam estar atentos.