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PANDEMIA

Ao jornal O Popular, vice-presidente do SINCOR-GO fala sobre nova realidade do seguro de vida

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seguro-vidaA procura por seguro de vida estava em alta mesmo antes do Estado de Goiás ter os primeiros casos registrados de Covid-19. Porém, o setor de seguros teve de se adaptar para atender aos novos interessados, já que epidemias e pandemias costumam fazer parte dos riscos excluídos das apólices. Agora, há até ofertas específicas para atender a este momento e empresas dizem perceber procura reforçada por conta da situação de emergência em saúde.

Levantamento realizado pela MAG Seguros, especializada em vida e previdência, aponta que houve aumento na demanda por seguro de vida de 69,9% em Goiás no primeiro trimestre de 2020, quando comparado ao mesmo período do ano passado. Superintendente regional da empresa, Ronaldo Gama afirma que havia a tendência de ter um crescimento e, após março, quando a pandemia chegou ao Brasil, passou a perceber maior interesse das pessoas.

A empresária Cláudia de Paula Couto, de 35 anos, está nesse grupo. Ela já teve seguro de vida há dez anos atrás. Agora, conta que “diante de tanta instabilidade e medo de não saber o que pode acontecer” decidiu, no final de março, voltar a ter apólice para ela e o esposo. “Tenho filhos, família, empresas e achei que era a hora de buscar mais segurança para eles.”

Ela considera que a pandemia reforçou essa necessidade. “Não temos esse hábito e sempre deixamos para depois, como se não fôssemos precisar, porque não temos essa cultura.” Do ramo de supermercados, Cláudia não parou de trabalhar e não pode desenvolver suas atividades em home office. Por isso, diz que o medo de ficar doente aumentou e reforçou a decisão de contratar um seguro.

Ainda não há dados estatísticos mais recentes sobre quantas pessoas tomaram a mesma decisão. Porém, Ronaldo Gama avalia que, com o avanço da doença, há uma maior curiosidade natural dos consumidores, porque houve quebra de barreiras. “As pessoas veem mais presente a morte. Falar de morte sempre foi um tabu e isso passa a não ser mais. Só não tem um efeito instantâneo porque tem um impacto econômico de outro lado”, pontua sobre fator que freia também o setor de seguros.

Para se adequar ao momento, ele lembra que seguradoras fizeram um pacto para considerar o quadro de pandemia. Só que também passaram a adotar um período de carência. No caso de morte, há cláusula que define que o período para a cobertura para casos associados à Covid-19 é de 90 dias a partir da vigência da apólice. É um movimento do mercado que considera permitir “ter cobertura e contratação com mínimo de resguardo”.

roney ameida

Movimentação

De janeiro a fevereiro deste ano, somente o segmento de seguro de vida, que faz parte do grupo de seguro de pessoas, movimentou R$ 2,9 bilhões, o que representa um aumento de 16% em comparação com o que ocorreu no mesmo período de 2019. Isso segundo os dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi).

Por conta dessa demanda aquecida, o vice-presidente de Marketing e Relações com o Mercado do Sindicato dos Corretores e das Empresas Corretoras de Seguros no Estado de Goiás (Sincor-GO), Roney Almeida, pontua que houve aclamação de sindicatos e outras entidades por mudanças para o período. Pois sem isso haveria descontentamento de consumidores e o setor sentiria queda.

“O seguro é um item essencial para qualidade de vida, a população acredita muito nisso, apesar da pouca cultura e investimento”, acrescenta. Junto com seguro de vida, auxílio funeral é outro produto que ele acredita que possa ter aumento na contratação.

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) considera um avanço a flexibilização, por parte das empresas que operam com seguros de pessoas, de condições contratuais e informou, por nota, que diversas “já decidiram cobrir os eventos decorrentes de pandemia nas apólices vigentes, em especial nas coberturas de morte”.

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Fonte: O Popular