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OPINIÃO

Insurtechs x corretor: o silêncio do mercado é ensurdecedor

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ARMANDO LUIS FRANCISCOInsurtechs? Sim, totalmente apoiada!

Sem regulamentação? Somente se a SUSEP não existir mais!

Sem corretor? Não! O corretor defende o interesse do segurado e dá atendimento no sinistro. O corretor faz a intermediação técnica para o segurado.

Seguradores? Nem todos querem, principalmente as seguradoras que dependem do corretor, mas está acontecendo com o apoio das que querem.

E os sindicatos da categoria? Abertura total do mercado segurador, sem corretor? É isso. Essa é a escolha. Esse é o caminho. E esse é o destino, mas não desse jeito.

Mas, por quê? Corretor atrapalha? Corretor não consegue crescer? A comissão demonstra ser um empecilho? O quê?

E a Susep? Massificar? Tudo bem! Eu mesmo acredito nisso e sei que o caminho é uma grande produção brasileira. Mas sem corretor?

Acabou o Imposto Sindical. Acabou o recebimento do DPVAT. Estamos sem força? Acabou o nosso propósito de existir?

Cortes de postos de trabalho no Sudeste são exemplo de uma reestruturação que atingiu a defesa dos interesses dos corretores de seguros.

Ninguém aqui é neófito para não saber que isso prospera a custa do sangue, principalmente, dos pequenos corretores.

Estamos abertos a conversação, ou é uma PNL?

Existem muitos escândalos. Esse, atinge cerca de 100 mil escritórios.

Mas o silêncio do mercado será a atividade de amanhã?

Se o corretor estiver junto as insurtechs, tudo pode contribuir para o crescimento do mercado.

O corretor de seguros deve ser valorizado pela seguradora.

O corretor de seguros não pode ser apenas mais um outro canal.

E se o corretor estiver fora? Realmente, é um milagre o corretor ainda estar com essa vantagem econômica e regulatória.

Insurtechs desse jeito? Não dá!

Quando participei do GT da Susep, um dos pontos que tentamos discutir foi esse e tenho as propostas ainda em mãos. Ficou no passado.

Eu, sinceramente, acredito no poder das insurtechs e estimulo o crescimento e massificação dos seguros, mas não ao custo da morte profissional.

Pense bem nisso!

Armando Luis Francisco é jornalista e corretor de seguros