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ECONOMIA

Automóveis engatam crescimento

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Em janeiro, vendas no varejo registraram alta de 16,68% em comparação com o mesmo período do ano passado em Goiás

Márcio Macêdo, gestor de vendas da Jorlan: “Temos condições de falar que o mercado está melhorando”

Márcio Macêdo, gestor de vendas da Jorlan: “Temos condições de falar que o mercado está melhorando”

O mercado de veículos teve alta considerada expressiva em janeiro. Em Goiás, de acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), os emplacamentos de veículos novos somaram 9.107 unidades, um crescimento de 16,68% em relação ao mesmo período do ano passado. Um cenário diferente e que sugere que o varejo pode engatar um novo ciclo em 2018.

Somente nos segmentos de automóveis e comerciais leves, foram 5,6 mil unidades e incremento de 23,83%. “O cenário econômico, deste início de ano, é totalmente diferente do início de 2017. As expectativas renovadas em função da melhora dos índices econômicos refletem diretamente na confiança do consumidor e favorecem o mercado de veículos”, defende o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior.

No País, segundo a Federação, em comparação com janeiro de 2017, houve alta de 20,06%. Porém, em relação a dezembro, houve retração de 10,68% no mercado brasileiro e de 7,21% no goiano. A queda é justificada pelo tradicional comprometimento de renda dos consumidores no início do ano, por conta de gastos com educação e impostos, que freiam um pouco o consumo no período.

Ainda assim, o momento é considerado bom. O diretor de automóveis do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos Automotores de Goiás (Sincodive-GO), Orlando Carlos da Silva Júnior, pondera que ainda é cedo para garantir que a situação se manterá positiva o ano todo, porque oscilações são naturais e fevereiro, por exemplo, é um mês mais curto e com feriado. Por outro lado, janeiro foi atípico.

“As fábricas fizeram muitas campanhas para desovar os veículos, carregou as concessionárias. Quem comprou, aproveitou as oportunidades”, diz ao citar que ainda não é possível prever se as boas condições serão mantidas por mais tempo.

Bônus para venda de carro novo, taxa de juros menor e campanha para pagar mais no carro usado estão entre as estratégias usadas e que impulsionaram a comercialização. “Tudo isso ajudou o mercado a fluir, só que isso não dura sempre, foi um investimento das fábricas para não deixar cair e o resultado do emplacamento foi bom”, pontua Orlando Júnior.

Novo modelo

O esforço para as vendas de início de ano também ocorreu, conforme explica o diretor do Sincodive-GO, para diminuir o estoque do ano passado. As promoções funcionam para equilibrar oferta. Os bônus, aliás, costumam ser para modelos 2017/2018. “Isso porque começam a fabricar a partir da segunda semana de janeiro, quando as fábricas retornam de férias coletivas e começam a ter automóveis modelo e ano 2018”, descreve o gerente comercial da Pinauto, Romildo de Paula.

Ele explica que houve redução dos estoques para receber um novo fluxo e, no caso dele, foi visível a mudança de comportamento do consumidor. “Havia um certo desejo represado, as pessoas tinham receio por causa de economia. Como o cenário está mais otimista, o pessoal resolveu trocar o carro”, afirma. Com isso, diz que inclusive empresas voltaram a investir em novos veículos. Os bancos mais “maleáveis”, como explica, também contribuíram.

O crescimento, segundo Romildo, foi na ordem de 20% em relação ao faturamento. A tendência, para o gestor de vendas da Jorlan, Márcio Macêdo de Oliveira, também é de que o bom momento continue. Ele diz que no caso da concessionária o aumento em relação ao mesmo período do ano passado foi de até 24%. “Temos condições de falar que o mercado está melhorando. Mesmo em período de férias e com a cidade mais vazia, as lojas ficaram cheias.”

Márcio ressalta, porém, que aquele cliente que até 2013 trocava de carro todo ano passou a comprar a cada um ano e meio ou dois. “O mercado está fazendo aos poucos eles voltarem, mas ainda não está como antes.” Os carros populares, segundo representantes do setor, é que têm puxado as altas.

Fonte: O Popular