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20º CONGRESSO

“A representação de Goiás fez bonito, estava tudo muito bom”, opinou corretor de seguros

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Armando Luis

Sempre ouvi o comentário do Congresso Paulista ser o melhor do Brasil. Pode até ser, mas o próximo terá que se superar.

Não houve, no Congresso da Fenacor, uma indicação de acomodação, mas de disrupção geral deste nosso antigo modelo de corretagem. Para exemplificar, pela primeira vez, e em Goiânia, eu testei o Uber, três vezes. O resultado foi que eu fiquei com pena dos taxistas. Espero nunca ficar com pena de mim mesmo e de meus colegas, por omissões e comodismo. O Uber funciona do começo ao fim, em base tecnológica. No aplicativo eu via o carro chegar em 5 minutos. No carro, o motorista guiava pelo mapa do Uber. No final eu pontuava e recebia pontuação. E o preço? Vocês sabem, pequeno e com segurança para o consumidor e motorista, fora outros benefícios.

O meu maior drama, aliás, foi ter perdido a Oficina de Trabalho sobre as Insurtechs, com Fabrício Saad. Quem chegou em tempo, não pensa mais do mesmo jeito, garantem alguns. As outras oficinas de trabalho foram exemplares e dinâmicas. É disso que o corretor precisa nos Congressos e Encontros Regionais, como referência. Alô Nordeste, fica a dica!

Alexandre Camillo, como mediador, foi muito elogiado. O Painel, comandado pelo presidente do Sincor-SP, ganhou notoriedade e consistência, na visão dos painelistas sobre O Setor de Seguros na Era Digital.

Goiás fez o melhor. Joaquim Mendanha demonstrou a aptidão da SUSEP pela desregulamentação e facilitação do produto seguro. Logo mais teremos um seguro popular de verdade. Ele prometeu que em 20 dias daria uma ótima notícia ao mercado. Tomara… Vale destacar que superintendente da Susep entregou a primeira Carteira de Identidade Profissional do corretor.

Falando em Goiás, a representação desse Estado fez bonito. Estava tudo muito bom. E a adesão do corretor local foi motivo de orgulho para todos os corretores brasileiros. Inclusive, apesar de não conhece-lo, a fala do presidente do sindicato de Goiás foi um dos melhores discursos que eu ouvi.

O presidente da Fenacor, porém, afinou o discurso e foi muito combativo, arrancando aplausos do plenário. A fala foi para o corretor dispensar seguradoras não pactuadas com o canal corretor, com um versinho de uma canção: “Eu não vou gostar de quem não gosta de mim”.

O Combate ao seguro marginal ganhou um forte aliado: O Segurador. Pode parecer estranho este comentário, mas se os corretores não tivessem entrado nesse combate, há muito não teríamos nenhuma chance de virar o jogo. Afirmo, pelo que vi, que está muito difícil ganhar a causa. Por isso, caso os Sindicatos dos Corretores e das Seguradoras não compactuem caravanas, no grande dia em que Associações defenderão seu pleito, será um caso perdido. O deputado Lucas Vergílio fez o apelo. E cada corretor tem o dever de fazer tudo para estar no Legislativo. Vale ressaltar que os corretores e seguradores devem contatar seus conhecidos Deputados Federais, explicando a necessidade da Defesa dos interesses do segurado.

O presidente da Funenseg, também, não se fez de rogado. Aproveitou muito bem o pleito para demonstrar as grandes mudanças instituídas nesta escola de seguros. Além de apresentar as novas oportunidades autorizadas pelo MEC, que deu as maiores notas para a organização.

Os representantes dos sindicatos, também, estavam em peso e unidos. As Assembleias consumiram grande espaço de tempo, nos momentos de programação. Creio que haverá muitas novidades de gestão da Fenacor.

Se houve algum ponto à ser melhorado?  Podemos dizer que sempre há o que melhorar em tudo o que fazemos, mas de resto foi um show.

Vale destacar que houve muitos sorteios de carros e equipamentos. A comida e bebida oferecidas pelas seguradoras foram ótimas. A confraternização também excedeu as expectativas. E o show do Leonardo, stand-up de comediantes e mágicos, músicos contratados pelas seguradoras e o carinho dos colegas foram de grande repercussão no evento.

Mas entre todas as grandes figuras desse Congresso eu quero destacar a presença representativa do Dorival Alves de Sousa. E quero, também, destacar as poesias da vida de um novo amigo: Francisco de Assis Parente, 75 anos.

Agora é estudar o que se viu lá e aplicar na vida da corretora.

Armando Luis Francisco

Fonte: Segs