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OPINIÃO

Em artigo, presidente do Detran-GO aborda campanha de conscientização e segurança no trânsito

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Manoel Xavier Ferreira Filho, presidente do Detran-GO

Manoel Xavier Ferreira Filho, presidente do Detran-GO

“Cada vida perdida para a violência nas vias públicas é um pedaço da sociedade arrancado de maneira brutal”

Como cidadão responsável pelas minhas atitudes e escolhas, o que posso fazer para melhorar a segurança viária? Respeitar a faixa de pedestres, não usar o aparelho de telefone celular enquanto dirijo ou evitar a mistura álcool e direção? Todas as opções são corretas e necessárias, mas afinal de contas: de quem é a responsabilidade em promover um trânsito mais seguro? É apenas minha ou de todos nós?

O trânsito é responsabilidade de todos os cidadãos. É como um quebra-cabeça. Toda peça, independente do formato ou tamanho, é de suma importância para alcançar o resultado final. E, neste mês, celebramos o Movimento Maio Amarelo, cuja proposta é chamar a atenção das pessoas para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo. O movimento é uma ação coordenada entre o poder público e a sociedade civil.

Em Goiás, o Detran, como órgão executivo, será o indutor e mobilizador para incentivar o debate e a reflexão sobre segurança viária. Durante o mês de maio, com a ajuda de aproximadamente 200 parceiros, serão intensificadas as ações educativas, de fiscalização e repressão nos 246 municípios. Serão palestras, blitzes educativas, passeatas e outras atividades para alertar sobre a importância de salvar vidas.

A ideia é que o Maio Amarelo dure todo o ano, uma vez que, mesmo com a soma de esforços em educação para o trânsito e fiscalização empreendidos pelo Estado, municípios e órgãos de fiscalização, os acidentes ainda permeiam o nosso dia a dia. Além dos traumas, eles representam altos custos monetários para a sociedade. Só em 2014, o Ipea calculou em R$ 40 bilhões o custo social com acidentes no país.

Mas temos boas notícias em Goiás. Saímos do índice de 32,5 mortes no trânsito para cada 100 mil habitantes, em 2014, para 27,7 mortos a cada 100 mil habitantes ano passado. O recuo de 4,8 pontos percentuais é o quarto maior do país. Ainda assim, acima da média nacional: 23,4 mortes para cada 100 mil. E números que não podem ser comemorados. Por trás de cada vítima fatal tem um pai, uma mãe, filhos e amigos.

Custos e traumas mostram a urgência de se tratar o tema com responsabilidade. Cada vida perdida para a violência nas vias públicas é um pedaço da sociedade arrancado de maneira brutal. O trânsito precisa tornar-se seguro e humanizado. E um bom começo seria a condução responsável e a consciência de quanto vale uma vida. Duas atitudes capazes de mudar essa triste realidade em Goiás, pois juntos podemos fazer um trânsito mais seguro.

Manoel Xavier Ferreira Filho, presidente do Detran-GO