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LEI DO DESMONTE

Seguro popular: mais uma oportunidade para o Corretor

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Armando Vergílio

Armando Vergílio

Fonte: CQCS

Com a legalização da atividade de desmonte de veículos e a utilização de peças recicladas para reposição, os clientes vivem a expectativa de ter acesso ao Seguro popular. As vantagens deste novo produto podem atrair uma parcela da população que não tem cobertura para automóvel hoje. Armando Vergílio, deputado (SD-GO) e presidente da Fenacor, autor da Lei do Desmonte, afirma que a regulamentação da atividade vai reduzir o número de carros roubados para este fim.

“A redução do roubo de veículos vai trazer uma redução no custo do Seguro de automóvel novo e vai permitir a criação do Seguro de automóvel popular. Ou seja, com a utilização de peças certificadas tanto de procedência, quanto de qualidade e segurança, vai se reduzir sensivelmente o custo de reprodução dos veículos avaliados. Hoje, milhares de veículos com mais de 4 ou 5 anos de uso não contratam uma proteção securitária porque economicamente esse seguro é inviável. Uma vez que, pelo regulamento atual, as peças de reposição devem ser novas, isso acaba inviabilizando porque o Seguro fica com o preço muito alto. E isso não vai mais ocorrer porque o custo de reposição vai ser muito mais baixo e, consequentemente, vai se criar um mercado novo”.

O deputado acredita que cerca de 20 milhões de veículos vão poder ter acesso à proteção com o Seguro popular. José Caiafa, diretor e sócio da Flex Corretora, exemplifica como a lei vai facilitar a criação deste novo produto mais acessível.

“Às vezes você pega um carro 2001 e, por algum motivo, tem que comprar uma porta 2014 para colocar neste carro 2001. Logicamente isso fica mais caro. Então, o dono deixa de fazer o seguro e quando precisar fazer essa reposição vai ao desmanche e compra uma porta 2001. Com a possibilidade de fazer essa substituição de forma legal, o custo do reparo do carro mais antigo fica muito mais em conta porque a peça vai ser comprada por um preço muito menor”. Ele resume que a vantagem é comprar peças com valor menor e de maneira legal, certificada. José traça um perfil deste novo segurado. “O perfil de quem contrata o Seguro popular é de quem possui um carro mais antigo em bom estado, que o seguro tradicional acaba ficando caro comparando ao valor do veículo”. José também faz um paralelo entre o Seguro popular e o Seguro pirata. Para ele, é muito difícil que o primeiro consiga acabar com o segundo.

“Acho muito difícil o Seguro popular combater a contratação do Seguro pirata. Esse Seguro pirata não vai deixar de existir. A pessoa sempre vai conseguir fazer um seguro mais barato pelas associações do que faria dentro das regras de mercado. A associação não tem que fazer reservas, não paga impostos, não é obrigada a investir em ativos financeiros, como a seguradora que é obrigada a fazer, ela pode colocar em ativos de risco ou pode simplesmente não colocar em lugar nenhum. O mercado presume que o Seguro popular vai custar de 20 a 30 % menos do que o tradicional. As cooperativas também vão derrubar seus preços e ficar ainda mais baixo do que esse valor”.