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Se não fosse tão trágico, seria cômico!

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Que levante a mão quem “nunca na história deste País” (texto subtraído do vocabulário do Lula) ouviu falar em seguro e em dengue.  Minha saudosa mãe (que Deus a tenha!), já dizia “o Seguro morreu de velho!”. Eu sou partidário desta afirmativa; se tivesse me precavido talvez não fosse personagem deste episódio. Duma madrugadinha ao raiar de um novo dia, mais precisamente de 31 de janeiro para 1º de fevereiro, isso mesmo! agora em 2010, dormí sem e acordei com ela.  Ela quem? Essa coisa chamada dengue! Só quem já passou, sabe do que estou falando. O primeiro médico que me atendeu no hospital, por sinal, famoso infectologista aqui de Goiânia, disse: “dengue significa quebra ossos”. Concordo plenamente com ele.

Eu, que tinha o maior orgulho da excelente estrutura óssea que possuía, me ví em pequeno espaço de tempo nocauteado, sim literalmente abatido, caído na cama sem força nem pra ir ao banheiro! Os ossos pareciam ter sido triturados naqueles moinhos caseiros de moer café que vai quebrando os grãos devagarzinho até virar pó. Pensei que nunca mais teria meus ossos íntegros novamente.

Enquanto pequenininho, ouvia falar que Deus fez o macho e ele – o “coisa ruim” – fez a fêmea. Se isso é certo eu não sei, mas a fêmea desse mosquitinho safado, mais conhecido como Aedes aegypti¹, que através de sua picada provoca a dengue, parece ser criação dele – do “coisa ruim”. Isso mesmo: não se iluda, é a fêmea que é responsável por esse estrago todo. Como em quase todos os outros mosquitos, somente as fêmeas se alimentam de sangue para a maturação de seus ovos; os machos se alimentam apenas de substâncias vegetais e açucaraads.

Foram 15 (quinze) longos dias de repouso e afogado no mar de líquidos e soros receitados pelos médicos; segundos eles, o único remédio. Nesse período, recebí algumas visitas. Engraçado é que nessas horas descobrimos o quanto de médico que existe em cada um de nós. Todos queriam deixar sua parcela para a cura mais rápida.